História e Património das "Terras de Algodres"
(concelho de Fornos de Algodres)
ed. Nuno Soares
Contacto: algodrense(at)sapo.pt
Terça-feira, 31 de Maio de 2005
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LargoMisericordia1.JPG

Algodres  -  largo da Misericórdia  (Agosto de 2001)


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Toponímia algodrense: Algodres

VistaGeral1JPG.jpg 

 

Vista geral de Algodres

 

(tirada do Comborço - no topo da vertente - Agosto de 2001)

 

(entrada dedicada a Alcortex e ao Alex)

 

O topónimo Algodres é bastante invulgar.

 

 

 

No território nacional, tanto quanto sabemos, dá nome apenas a duas povoações, ambas no distrito da Guarda: Algodres, sede de freguesia no concelho de Fornos de Algodres e outra aldeia com idêntico nome, sede de freguesia no concelho de Figueira de Castelo Rodrigo. 

 

  

 

Algodres se chama ainda uma quinta na freguesia de Cambres, concelho de Lamego (LIMA, 1932). 

 

  

 

Outros topónimos terão origem semelhante, como, por ex., Algodor - no concelho de Mértola -  ou Algodre - em Zamora, Espanha  (MACHADO, 2003, vol. I, p. 97).

 

 

 

A origem deste topónimo tem dado azo a diversas explicações, mais ou menos especulativas.

 

 

 

Segundo informa Mons. Pinheiro Marques, o Pe. Luiz Cardoso defende (Diccionario Chorographico...) que o topónimo terá derivado da palavra latina Algodrium (MARQUES, 1938, p. 284).  Tal palavra não aparece, porém, em qualquer dos dicionários de latim a que tivemos acesso, como já havia notado o Pe. Luis Ferreira de Lemos (LEMOS, s/d).

 

 

 

Pinho Leal afirma que Algodres (de Fornos de Algodres) “chamava-se antigamente Algodrons e depois Algodes”, opinando que “Algodres talvez seja corrupção da palavra arabe alcoton, algodão” (LEAL, 1873).  Não sabemos que evidências terá Pinho Leal encontrado da evolução toponímica que invoca, nem ele as indica. A grafia “Algodres” já aparece no foral de Linhares de 1169 (MOREIRA, 1980, p. 50) e nas Inquirições de 1258 (PMH-INQ, p. 790).

 

 

 

A tese de Pinho Leal foi criticada por (LEMOS, s/d): “...(entre parêntesis digamos que em árabe é AL CU TUM e não AL CO TON) Será que Algodres tenha sido, no tempo de  Islão, algum centro Comercial de algodão? Porque deu Algodres e não deu por ex. Alcoitão?...”.

 

 

 

O mesmo autor (LEMOS, s/d), apresentou outra hipótese explicativa, que a seguir se transcreve:

 

“III – Seja-me permitida uma terceira hipótese.

 

1 – É sabido que AL é um artigo árabe.

 

2 – AL é também palavra céltica usada por Virgílio.  Não se lhe sabe porém o significado.

 

3 – “CORTEX”, vocáb. latino, significa cortiça ou casca de árvore.  AL (céltico ou árabe) como perfixo e CORTEX poderiam muito bem estar na origem do nome em causa.  AL CORTEX – ALCOTREX – ALGODREX.  Ainda que venha pelo acusativo, a evolução vem a dar no mesmo.

 

É estranha, concordo, ou mais que isso esta hipótese.  Há porém ainda hoje magníficos exemplares de sobreiros, descendentes de muitos mais que em tempos houve, segundo me disse o Horácio sacristão.”.

 

 

 

As explicações acima mencionadas parecem ser, salvo melhor opinião, bastante forçadas.  A primeira pressupõe a existência de uma palavra cujo sentido se desconhece e que os dicionários não registam. A segunda, busca a raíz do topónimo no nome de uma planta cujo cultivo e/ou comércio nesta região não está atestado nem parece plausível, para além de pressupor uma evolução (AlgodronsAlgodes) que não encontra apoio em documentação conhecida. A terceira hipótese, prefigura uma evolução toponímica puramente especulativa, a partir de uma associação de vocábulos latinos e célticos ou árabes, que o próprio autor reconhece ser estranha, mesmo chamando à colação a comprovada existência de sobreiros autóctones no planalto beirão ou a proximidade de topónimos como “Sobral”.

 

  

 

Mais bem fundada e plausível parece ser a proposta de José Pedro Machado (MACHADO, 2003, vol. I, p. 97): Algodres terá origem árabe, derivando de “al godor”, plural de “gadir”, palavra que significa lago, lagoa, ribeiro ou pântano. Como já referimos (1), ribeiros e nascentes não faltam no planalto de Algodres, chamando-se ainda hoje “Alagoas” uma das bolsas de terras mais férteis e irrigadas da freguesia.

 

 

 

A mesma opinião foi defendida pela Profª. Maria Jesus Viquera Molins, da Universidade Complutense de Madrid, em relação a Algodres de Figueira de Castelo Rodrigo: “Algodres, bien cerca de onde ahora estamos, significa  Las Lagunas” (conferência citada no Portal da aldeia de Algodres, do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo).  Curiosamente, como se refere no mesmo Portal, o orago daquela freguesia “... é Nossa Senhora da Alagoa” e “... nela existe um sítio denominado Alagoas, por sinal rico em água, onde existe uma fonte pública com o mesmo nome – fonte das alagoas ...”.

 

 

 

 

 

Ainda que muito raramente, Algodres aparece também como apelido, de evidente origem toponímica.  O catálogo da Biblioteca Nacional regista, por ex., uma tese de mestrado de que é autora Maria Amélia Martins Algodres Calisto Lopes (Lisboa, 2000).

 

 

 

Notas:

 

1 – Cf. entradas de 2005-05-18 e 2005-05-19.

 

 

 

Bibliografia e abreviaturas:  v. entradas de 2005-05-09.

 



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Segunda-feira, 30 de Maio de 2005
Metrologia medieval

Igreja-medidas.JPG

Medidas gravadas no portal axial

da  Igreja  Matriz  de  Algodres.



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Quinta-feira, 19 de Maio de 2005
Algodres - História e Património

O Algodres 2.JPG


"O Algodres"


(uma síntese para o visitante)


As “Terras de Algodres” (concelho de Fornos de Algodres) são conhecidas pelo seu rico património arqueológico, arquitectónico e artístico, que será seguramente um dos motores do desenvolvimento sustentável deste concelho do interior beirão.  A exposição permanente do CIHAFA e o roteiro arqueológico implantado no terreno, permitem ao visitante conhecer a evolução do povoamento da região, desde o Neolítico até à actualidade, passando por sítios tão emblemáticos como as antas da Matança e de Cortiçô, o “Castro de Santiago”, a “Fraga da Pena”, o “Castelo de Queiriz”, as necrópoles medievais das Forcadas e de Vila Ruiva e muitos outros que estão devidamente referenciados e assinalados (1).


 


No centro do concelho, numa localização privilegiada (2), encontra-se a aldeia de Algodres, que desde tempos imemoriais dá o nome a toda a região.


 


Algodres continua incompreensivelmente a aguardar lhe seja reconhecido o merecido título de “Aldeia Histórica”, que seria de capital importância para o desenvolvimento local e para a preservação da identidade e do património cultural multissecular que conserva.


 


Dos aspectos mais relevantes da sua história e património, apresentamos seguidamente uma breve síntese, destinada ao visitante interessado e à crítica dos que a queiram corrigir ou melhorar, desde logo por correspondência enviada a este blog.


 


O topónimo Algodres, hoje de obscuro sentido, certifica a antiguidade do povoamento.  Segundo a interpretação mais plausível, de José Pedro Machado (3), terá origem árabe, derivando de “al godor”, plural de “gadir”, palavra que significa lagoa ou ribeiro. E cursos de água não faltam no planalto de Algodres, chamando-se ainda hoje “Alagoas” uma das bolsas de terras mais férteis e irrigadas da freguesia.


 


A primeira ocupação do território da actual freguesia remontará ao Neolítico inicial. Na “Quinta da Assentada”, no limite das freguesias de Algodres e Infias, foi recentemente escavada uma estação desse período, que revelou também uma ocupação posterior, enquadrável num momento final do Calcolítico (VALERA, 2002-2003).


 


No núcleo histórico da aldeia, os vestígios mais antigos encontrados datam da época romana.  Alguns achados estão expostos no CIHAFA, com destaque para uma ara anepígrafa (4). Em recentes escavações na Praça de Algodres e ruas adjacentes (Maio de 2000 – Janeiro de 2001), dirigidas pela arqueóloga Alexandra Soares, foram encontrados diversos materiais atribuíveis a essa época, designadamente restos de estruturas, tegullae, sigillatas hispânicas tardias, cerâmica comum e diversas moedas do século IV (5). No lugar do Furtado, na capela de S. Clemente, existe ainda uma ara votiva, do séc. III ou posterior, dedicada a uma divindade indígena (6).


 


Para os períodos imediatamente posteriores, a informação disponível é quase nula e só se conhecem novos indícios de povoamento a partir da época da Reconquista.


 


Nas escavações de 2000-2001, foi intervencionada uma extensa necrópole, com um primeiro momento de utilização provisoriamente enquadrado pela responsável entre os séculos X – XIII (7). Julgamos que os sarcófagos não antropomórficos encontrados junto à Igreja Matriz (um dos quais se encontra reutilizado nas fundações da parede Sul do templo), a não serem mais antigos, serão também enquadráveis neste período (séculos IX – XI ?).


 


Desde o século XII, Algodres aparece como vila e cabeça de um vasto concelho, que englobava no seu termo as actuais freguesias de Algodres, Casal Vasco, Ramirão, Cortiçô, Vila Chã, Muxagata, Maceira, Sobral Pichorro e Fuínhas.  Exercia também, em alguns domínios, supremacia administrativa sobre os vizinhos concelhos de Fornos, Infias, Matança e  Figueiró da Granja (8).


 


As Inquirições de D. Afonso III (de 1258) (9) documentam que a “terra” de Algodres recebeu de “Donnus S. Menendi” uma carta de povoação, em data que não se indica, mas que será seguramente anterior a 1169. Nesse ano, o primeiro foral de Linhares, dado por D. Afonso Henriques, já delimitava o termo daquele concelho, por reporte ao de Algodres, da seguinte forma: “os vossos termos são estes: (...) e da terceira parte, como parte pelo Mondego com Algodres” (10). 


 


No reinado de D. Sancho I, a importância regional do concelho de Algodres é realçada  pelas crónicas que relatam a participação dos seus homens de armas, juntamente com os de Celorico, Linhares, Trancoso e Guarda, numa batalha travada com as tropas de Afonso IX, rei de Leão, que tinham invadido a Beira (11).


 


Ainda segundo as  Inquirições de 1258, D. Sancho II alterou os foros fixados na primitiva carta de D. Soeiro Mendes, convertendo-os em prestações monetárias.


 


Posteriormente, D. Dinis (em 1311) e D. Manuel I (em 1514) deram novos forais ao concelho (12).


 


Na primeira metade do século XVI, o senhorio de Algodres foi concedido a D. António de Noronha,  Escrivão da Puridade dos reis D. Manuel I e D. João III,  que veio a ser agraciado com o título de Conde de Linhares. Após a Restauração de 1640, tendo o 4º. Conde de Linhares permanecido fiel ao rei de Espanha, o senhorio de Algodres reverteu para a Coroa, tendo sido posteriormente atribuído à Casa do Infantado.


 


Em Setembro de 1810, a 3a. Invasão Francesa passou pelo concelho, tendo deixado em Algodres um rasto de grande violência, de que dá testemunho um relato então lavrado pelo Vigário de Algodres, que refere a prática de roubos, agressões, incêndio de casas, profanação das igrejas, violações e diversos homicídios (13).


 


O concelho de Algodres foi extinto em 1836 e integrado no novo concelho de Fornos de Algodres (14).


 


 


Património arquitectónico e artístico  (15)


 


A Igreja Matriz de Algodres é o monumento mais antigo da aldeia. A actual construção, que terá sucedido a outras anteriores, datará do século XII e foi sucessivamente alterada desde então.  De raíz românica, conserva o portal axial original, em arco ligeiramente apontado, assente sobre duas rudes colunas, numa das quais se encontram gravadas as medidas padrão do côvado e da vara vigentes no concelho. O campanário de três ventanas que remata a fachada principal data do século XVIII.  Na fachada posterior, está embutido um notável relevo, figurando o busto de um homem, popularmente conhecido como “o Algodres” e tido pelo fundador da povoação.  Trata-se, a n/ ver, de uma escultura de filiação românica, possivelmente coeva da construção inicial do templo, que parece representar um homem de religião, envergando um hábito monástico.  No interior da igreja, merecem especial referência os frontais dos altares laterais, decorados com azulejos de aresta hispano-mouriscos (s. XVI), o altar-mor em talha dourada (no qual se destacam duas excelentes pinturas, representando o baptismo de Cristo e S. Pedro) e o tecto em caixotões (ambos do séc. XVIII).


 


Na praça contígua, domina o Pelourinho (s. XVI), um dos mais imponentes e elegantes no seu género. Trata-se de um pelourinho “de gaiola”, que tem como particularidades notáveis a coluna de fuste octogonal com cerca de 5,5 m., construída numa única pedra, o fino lavor do capitel e dos colunelos da gaiola - decorados com pequenas meias esferas - e os restos dos “ferros de sujeição” que ainda conserva.  À entrada da praça pode ver-se uma casa com uma janela quinhentista, igualmente decorada com meias esferas.


 


Nas traseiras da Matriz encontra-se a Igreja da Misericórdia, que uma tradição arreigada afirma ter sido construída no local e com pedras do antigo Castelo (o que até hoje não foi possível confirmar). É plausível que uma povoação com a importância de Algodres tenha tido um reduto defensivo, desde os tempos problemáticos da Reconquista, a exemplo de outros que se conhecem na região (alguns até em locais posteriormente despovoados). Porém, estando situada à ilharga das principais vias de comunicação N/S e E/O, Algodres nunca terá tido relevo estratégico que motivasse o investimento em fortificações de vulto.  A Misericórdia foi fundada em 1621, conjecturando-se que o templo tenha sido edificado entre os séculos XVII - XVIII. Tem adossado o edifício da Santa Casa da Misericórdia que comunica com o interior da igreja por uma tribuna (o “balcão dos mesários”). Possui um curioso púlpito exterior, conhecido como “Varanda de Pilatos”. No interior merecem destaque a imagem em madeira articulada do Senhor da Cama e um rico políptico do século XVII, tendo ao centro Nossa Senhora das Misericórdias, no qual José Hermano Saraiva quer ver, anacronicamente, um retrato da 2a. Condessa de Linhares, D. Violante de Andrade (16).  No largo fronteiro à Misericórdia está implantado um Cruzeiro, de cruz trilobada, que será contemporâneo da construção daquela igreja.  Associados à Misericórdia, existem espalhados pela povoação seis nichos em pedra, nos quais são colocados painéis representando a paixão de Cristo, nas cerimónias litúrgicas da Páscoa.  O percurso que definem culmina no Calvário (que inclui a Capela da Senhora do Pé da Cruz), no Alto de S. João, um recinto belíssimo, povoado por cedros seculares, infelizmente descaracterizado pela adaptação a “salão de festas” da freguesia.


 


Vale também a pena conhecer o edifício dos Paços do Concelho, Tribunal e Cadeia, que terá sucedido ao que primitivamente se localizava na Praça e que dá ideia da importância que o concelho alcançou.  Este edifício foi, depois, por algum tempo, solar da família Osório de Castro, o que explica o brasão que hoje ostenta.  Uma outra casa, situada no Largo da Nogueira, conserva também um brasão da mesma família. 


 


Vejam-se, noutra residência senhorial, outrora da família Camelo Forte, duas janelas de avental, provavelmente seiscentistas e, na cerca anexa, a torre romântica do “Mirante”.


 


Depois de conhecidos estes ex-libris da terra, perca-se o visitante nas graníticas ruas da aldeia, no prazer da descoberta de recantos e outras memórias do passado, que seria impossível aqui registar.


 


Notas:


1 – (VALERA, 1993); v. também a página internet da CMFA.




2 – V. a entrada “Um blog sobre quê...?”, de 2005-05-18.


3 – (MACHADO, 2003, vol. I, p. 97).


4 – (GOMES, 1988).


5 – (SOARES e CARDOSO, 2003, s/d)


6 – (CURADO, 1986) e (ALARCÃO, 1989, p. 309).


7 - (SOARES e CARDOSO, s/d).


8 – (MARQUES, 1938, pp. 15 - 17).


9 – Cf. PMH-INQ.


10 – (MOREIRA, 1980, pp. 48 - 55).


11 – (RODRIGUES, 1979, pp. 64 - 69), (MARQUES, 1938, pp. 190 - 191).


12 – (MARQUES, 1938, pp. 286 - 287).


13 – (MARQUES, 1938, pp. 196 - 199).


14- (MARQUES, 1938, pp. 95 - 99).


15 – V., em especial: (CONCEIÇÃO, 1992a, 1992b), (DIONÍSIO, 1985), (FIGUEIREDO, 2004), (LEMOS, s/d a), (MARQUES, 1938), (REAL, 1949), (RODRIGUES, s/d) e (SOUSA, 1998).


16 – Cf. (SARAIVA, 1994) e a crítica de (LEMOS, s/d a).


 


Bibliografia e abreviaturas:  v. entradas de 2005-05-09.



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Quarta-feira, 18 de Maio de 2005
Memória algodrense 2

Algodres-Postal4.JPG

Igreja Matriz de Algodres  -  Postal, s/d, ed. CMFA.


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Um blog sobre quê...?

Algodres-vCastro1a.JPG

Algodres,  vista do "Castro de Santiago".

Este é um blog sobre Algodres.

Vila e sede de concelho, entre os séculos XII e XIX, Algodres é hoje uma aldeia do concelho de Fornos de Algodres, distrito da Guarda.

Administrativamente, Algodres é sede da freguesia com o mesmo nome, que abrange ainda os lugares de Rancozinho e Furtado. Tem uma área total de 10,2 Km2.

Distando cerca de 4 kms. da sede do concelho, ocupa uma posição altaneira, no rebordo de um planalto com altitude média de 700 metros. A povoação está localizada num primeiro patamar, próximo do topo da vertente de acentuado declive denominada “Barroca de Algodres”, que se integra nos limites dos planaltos centrais da Nave, no contacto com a plataforma do Mondego. Pela sua situação, do núcleo da povoação é nula a visibilidade para as terras localizadas no planalto mas, em compensação, disfruta-se de uma ampla visibilidade sobre o vale do Mondego e os contrafortes da Serra da Estrela (FERREIRA, 1978) (VALERA, 2002-2003, p. 8).

O substrato geológico é constituído por granito porfiróide de grão – grosseiro, essencialmente biotítico (cf. Carta Geológica de Portugal, fl. 17-B).

Os solos são em geral ligeiros, fáceis de cultivar e razoavelmente permeáveis, mas pouco espessos e pobres, à excepção dos vales e de algumas bolsas de terras mais espessas, em locais com menos afloramentos graníticos.

A região é rica em águas subterrâneas, abundando os poços, minas e nascentes. O planalto é sulcado por diversas ribeiras. Na plataforma do Mondego, para além daquele rio, destacam-se as ribeiras de Cortiçô e da Muxagata.

O clima é influenciado pela localização geográfica e pela altitude, com temperaturas moderadas no Verão e acentuado arrefecimento e abundantes precipitações no Inverno.

A agricultura e a pecuária continuam a marcar a actividade económica. Milho, batata, feijão, centeio, azeite, vinho e queijo de ovelha são as principais produções.

A silvicultura assume crescente importância, à medida que as terras de cultivo vão sendo abandonadas, por falta de mão-de-obra. Na floresta local predomina o pinheiro bravo, fruto de sucessivas reflorestações, que quase erradicaram a vegetação autóctone (essencialmente carvalhos e castanheiros).

Segundo os Censos de 2001 (fonte: INE – Instituto Nacional de Estatística, cit. CMFA), a freguesia tinha 450 habitantes (216 homens e 234 mulheres), dos quais 60 entre os 0 – 14 anos, 54 entre os 15 – 24 anos, 203 entre os 25 – 64 anos e 133 com mais de 65 anos.

A paróquia de Algodres está integrada no arciprestado de Fornos de Algodres e na diocese de Viseu.

 

COMO CHEGAR?

Algodres dista cerca de 4 kms. da sede do concelho, por estrada municipal asfaltada.

Para chegar a Fornos de Algodres:

- Acessos rodoviários:

Fornos de Algodres fica a cerca de 41 kms. da Guarda e 39 kms. de Viseu, cidades às quais está ligada pelo IP5.

Partindo do centro de Lisboa, a viagem envolve aproximadamente 320 kms.. Seguir pela A1, no sentido Lisboa – Porto. Próximo de Coimbra, sair em direcção ao IP3 – Viseu e continuar pelo IP3 até à saída para Guarda – Mangualde. Seguir pelo IC12 e N234 até Mangualde. Em Mangualde, seguir pelo IP5, em direcção a Guarda – Vilar Formoso, até à saída para Fornos de Algodres.

Partindo do centro do Porto, a viagem envolve cerca de 165 kms.. Seguir pela A1, no sentido Porto – Lisboa. Próximo de Albergaria–a–Velha, sair em direcção a Aveiro – Viseu. Seguir pelo IP5 no sentido Viseu - Guarda - Vilar Formoso, até à saída para Fornos de Algodres.

Há diversas carreiras de autocarros “Expresso” com paragem em Fornos de Algodres.

- Acesso ferroviário:

Estação REFER / CP de Fornos de Algodres.

Recomenda-se o comboio Intercidades Lisboa – Guarda – Lisboa.

Bibliografia e abreviaturas: v. entradas de 2005-05-09.


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Quinta-feira, 12 de Maio de 2005
Novo colaborador
A partir de hoje, e com uma periodicidade desconhecida, Alcortex passará a colaborar, neste blog. Por Algodres, a melhor terra do mundo que, por pura coincidência, até fica no melhor concelho do mundo.


publicado por algodrense às 14:58
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Memória algodrense.

Algodres-Postal_3.JPG 

Postal, s/d, ed. da CMFA.


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publicado por algodrense às 06:32
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Segunda-feira, 9 de Maio de 2005
ABREVIATURAS (em actualização)

 

 

 

Principais abreviaturas usadas neste blog:

 

 

 

 

 

AAP - Associação dos Arqueólogos Portugueses.

 

 

ACC - Arquivo da família Costa Cabral (no ANTT).

 

 

ACE - Arquivo da Câmara Eclesiástica de Viseu.

 

 

ADG - Arquivo Distrital da Guarda.

 

 

ADV - Arquivo Distrital da Viseu.

 

 

A&H - revista Arqueologia & História.

 

 

ANTT - Arquivo Nacional da Torre do Tombo.

 

 

BA - revista Beira Alta.

 

 

BCIG - Boletim Cultural do Inatel - Guarda.

 

 

BMFA - Boletim Municipal, da Câmara Municipal de Fornos de Algodres.

 

 

CEH-UNL - Centro de Estudos Históricos - Universidade Nova de Lisboa.

 

 

CEPHBA - Centro de Estudos Pré-Históricos da Beira Alta.

 

 

C.G.P. - Carta Geológica de Portugal (escala 1:50000).

 

 

CIHAFA  -  Centro de Interpretação Histórica e Arqueológica de Fornos de Algodres.

 

 

CMFA  -  Câmara Municipal de Fornos de Algodres.

 

 

C.M.P. - Carta Militar de Portugal (escala 1:25000).

 

 

 

 

 

DGEMN - Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais.

 

 

DHP  - Dicionário de História de Portugal  (Livr. Figueirinhas).

 

 

EAM - Associação para o Estudo Arqueológico da Bacia do Mondego - EAM.

 

 

EP - revista Estudos Pré-Históricos.

 

 

FE - Ficheiro Epigráfico, suplemento da revista Conímbriga.

 

 

FLUC - Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

 

 

FLUL - Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

 

 

FLUP - Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

 

 

GAFAL - Gabinete de Arqueologia de Fornos de Algodres.

 

 

GEPB - Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira  (Ed. Enciclopédia).

 

 

IAFLUC - Instituto de Arqueologia da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

 

 

 

 

 

IGESPAR - Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico,I.P..

 

 

IJF - Instituto de José de Figueiredo.

 

 

IMC - Instituto dos Museus e da Conservação.

 

 

IPA - Instituto Português de Arqueologia.

 

 

IPCR - Instituto Português de Conservação e Restauro.

 

 

IPPAR -  Instituto Português do Património Arquitectónico.

 

 

IPPC -  Instituto Português do Património Cultural.

 

 

ISPV - Instituto Superior Politécnico de Viseu.

 

 

JFA - Junta de Freguesia de Algodres.

 

 

PMH-INQ - Portugaliae Monumenta Historica  -  Inquisitiones.

 

 

RPA - Revista Portuguesa de Arqueologia.

SCMA - Santa Casa da Misericórdia  de Algodres.

 

 

SGL - Sociedade de Geografia de Lisboa.

 

 

TA -  Terras de Algodres - Associação de Promoção do Património de Fornos de Algodres.

 

 

TAEAM - revista Trabalhos de Arqueologia da EAM.

 

 



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BIBLIOGRAFIA (S-Z) (em actualização)

 

 

BIBLIOGRAFIA  (A-F)

 

BIBLIOGRAFIA  (G-R)

 

  

SÁ, Isabel dos Guimarães, (1998),

“Práticas de caridade e salvação da alma nas Misericórdias metropolitanas e ultramarinas (séculos XVI-XVIII): algumas metáforas”, Oceanos, n. 35.  Lisboa, Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, pp. 42-50.

 

SÁ, Isabel dos Guimarães, (2001),

As Misericórdias portuguesas de D. Manuel I a Pombal, Lisboa, Livros Horizonte.  

 

SANTOS, Vera, (2013),

"Intervenção arqueológica no Alto do Calvário, Miranda do Corvo: a necrópole rupestre", Medievalista [em linha], nº14, Lisboa, Instituto de Estudos Medievais da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa,  [Consultado 21-08-2013], Disponível aqui
 

SARAIVA, José Hermano, (1994),

Vida ignorada de Camões: uma história que o tempo censurou, Mem Martins, Publicações Europa-América, 3a. ed., revista e acrescentada.

 

SARAIVA, José Hermano, (2007),

Álbum de memórias, vol. 6 (“6ª. Década (Anos 70) – II parte: O Tempo da Revolução”), Lisboa, O SOL é Essencial, S.A., pp. 89-90.

 

SERRÃO, Vítor, (1998),

“Sobre a iconografia da Mater Omnium: a pintura de intuitos assistenciais nas Misericórdias durante o século XVI”, Oceanos, n. 35.  Lisboa, Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, pp. 134-144.

 

SILVA, Ana Raquel, (1999),

“A ocupação medieval do Castro de Santiago”, Trabalhos de Arqueologia da EAM, 5, Lisboa, Edições Colibri, pp. 83-89.

 

SILVA, José Justino de Andrade e, (1857),

Collecção chronologica da legislação portugueza  -  segunda serie (conclusão) 1675 – 1683 e supplemento á segunda serie 1641 – 1683, Lisboa, Imprensa de F. X. de Souza.

 

SILVA, José Justino de Andrade e, (1859),

Collecção chronologica da legislação portugueza  -  1683 – 1700, Lisboa, Imprensa Nacional.

 

SIMÕES, J. M. dos Santos, (1990),

Azulejaria em Portugal nos séculos XV e XVI – introdução geral, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 2ª. edição.

 

SOARES, Alexandra e CARDOSO, Hugo, (2001),

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