História e Património das "Terras de Algodres"
(concelho de Fornos de Algodres)
ed. Nuno Soares
Contacto: algodrense(at)sapo.pt

Quinta-feira, 19 de Setembro de 2013
JAB por terras de Algodres

 

José António Barreiros escreve aqui sobre as terras de Algodres.

 

 

Aditamento (2013-09-25):

E está a publicar aqui um novo blog dedicado a Figueiró da Granja.

 



publicado por algodrense às 07:42
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Segunda-feira, 28 de Novembro de 2011
Arqueologia algodrense debatida em Mangualde

 

Na Mesa-Redonda realizada em Mangualde no passado sábado (26 de Novembro), dedicada à Pré-história e Proto-história no Centro de Portugal, estiveram em destaque diversos sítios arqueológicos do concelho de Fornos de Algodres, referidos nas comunicações apresentadas por Sérgio Monteiro Rodrigues (Quinta da Assentada), Domingos J. Cruz e André T. Santos (antas da Matança e de Cortiçô) e António C. Valera (Castro de Santiago e Fraga da Pena).

 

Ficamos a aguardar a publicação das Actas desta importante reunião científica para aqui trazer mais novidades.

 



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Quarta-feira, 21 de Setembro de 2011
À atenção do (ainda) IGESPAR, I.P.

 

Este alerta sobre o estado de conservação da Anta de Cortiçô (monumento classificado), na sequência do acto de vandalismo aqui relatado.

 


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Quarta-feira, 9 de Março de 2011
Crime contra o Património Cultural na Anta de Cortiçô

 

Lê-se e custa a acreditar (vejo agora que o meu amigo Albino Cardoso, sempre atento, mesmo estando nos EUA, já tinha divulgado a situação).

 

Certamente o Ministério Público abriu ou abrirá inquérito, pois há indícios de crime público.

 

Certamente o IGESPAR deverá assumir as responsabilidades que lhe cabem, por se tratar de um monumento classificado.

 

Certamente, a educação para o Património não poderá abrandar, pois é tarefa que nunca estará acabada.

 

Certamente … mas, neste caso, os danos causados já são (em boa parte) irreparáveis.

 


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Sexta-feira, 6 de Agosto de 2010
Documentos para a história de Algodres (22)

 

Relação de 1640

Algodres

 

O Dr. Pedro Pinto (do CEH-UNL) localizou na Torre do Tombo um manuscrito, de 1640, que contém dados de manifesta relevância sobre a demografia e a organização administrativa das localidades à época integradas na Comarca de Pinhel e teve a amabilidade de nos enviar a transcrição da parte do texto respeitante às vilas de Algodres e de Fornos de Algodres.

 

Agradecendo mais esta colaboração, publicamos de seguida o início do documento e o texto relativo a Algodres, sendo publicada em próxima entrada a parte respeitante a Fornos de Algodres.

 

 

IANTT, Manuscritos da Livraria, 488, fol. 102-

 

                   Relação das Villas e lugares da Comarca de Pinhel dos vesinhos de cada hum nomes dos povos distancia que ha de huns a outros e à cabeça da comarca, cuia he a jurisdição delles e quantos officios ha em cada hum e quanto rendem, e quantas villas são de donatarios, com os nomes delles, cuja he a jurisdição e datta dos officios delles, e em quanto esta aualiada a honra dos cargos, de juises, vereadores, procuradores do concelho, e almotaçeis, e dos cargos Militares

[…]

 

/ [fol. 112v.º]

Algodres

                   Esta Villa de Algodres dista da de Figueiro menos de legua, e da de Pinhel sette, e tem sincoenta e dous fogos ---------------------- 052

                   Os lugares de seu termo sam os seguintes

[M]aceira – dista da Villa de Algodres huma legua e da de Pinhel seis e tem Nouenta e noue fogos ----------------------------------------------------- 099

[S]oural – dista de Maceira meya legua, e da Villa huma e meya, e da de Pinhel seis e tem outenta e seis fogos ------------------------------------- 086

[Fu]inhas – dista do soural meya legua da Villa duas e da de Pinhel seis e tem sessenta e hum fogos -------------------------------------------------- 061

[Vi]lla cham – dista de Fuinhas meya legua da Villa huma e da de Pinhel sette e tem vinte e sinco fogos ----------------------------------------------- 025

Moxegata – dista de Villa cham meya legua da Villa huma e da de Pinhel seis, e tem nouenta, e hum fogos ------------------------------------------- 091

[Co]rtico – dista de Moxegata meya [legua] da villa huma e da / [fol. 113] De Pinhel seis e meya e tem setenta e dous fogos --------------------- 072

Rancosinho – dista de Cortiço huma legua da Villa meya, e da de Pinhel sette e tem quarenta e outo fogos ------------------------------------------- 048

Casaluasco – dista de Rancosinho hum quarto de legua da Villa mea e da de Pinhel sete, e tem sessenta e hum fogos ---------------------------- 061

Remirão – dista de Casaluasco hum quarto de legua da villa huma, e da de Pinhel sette e tem Vinte e sinco fogos ---------------------------------- 025

                   A iurisdição desta Villa e seu termo he do Conde de Linhares, e lhe pertence a datta dos officios de justiça della, e por elle se chamão os juises, e mais officiais de justiça, e tem ouuidor, que apura, e confirma as eleiçõis por tambem ser senhor da mesma Villa, e seu concelho, como melhor consta de suas doaçõis

                   Ha nesta dous juises dous Vereadores, e hum procurador do concelho, que seruem cada anno por pilouro tirado da eleição dos officiais de justiça que se fas de tres em tres annos na forma da ordenaçao e nenhum tem ordenado

                   Ha os almotaces ordinarios, e que se elegem em camera cada anno, e seruem na forma da ordenação, e custume da ditta villa não tem ordenado

                   foj aualiada a honra de cada juis em dous mil reis, e a de cada vereador em mil reis, e a de cada procurador em quinhentos reis

                   foj aualiada a honra de cada almotace em quinhentos reis

                   Ha hum escriuão da camera sem ordenado cuio officio rendera cada anno quatro mil reis

                   Ha hum officio de escriuão da almotaceria sem ordenado que rendera cada anno tres mil reis

                   Ha tres officios de tabalião do publico judicial e nottas sem ordenado rendera cada hum em cada anno seis mil reis

                   Ha huns officios de enqueredor, contador, e distribuidor sem ordenado, que andão juntos em huma so pessoa renderão cada anno seis mil reis

                   Ha hum officio de juis dos orfãos sem ordenado algum / [fol. 113v.º] Rendera em cada hum anno quinse mil reis

                   Ha hum officio de escriuão dos orfãos sem ordenado rendera cada anno trinta mil reis

                   Ha hum officio de escriuão das sisas com mil reis de ordenado pagos da fazenda de Sua Magestade e os mais prois, e percalços renderão quatro mil reis

                   Todos estes officios atras carregados e nomeados são da datta do ditto conde de Linhares tirado o de escriuão das sisas que he da data de Sua Magestade

Milicia

                   Ha nesta Villa, e seu termo capitão mor, e sargento mor tres companhias de infanteria  com tres capitãis, tres alferes, e tres sargentos, e os mais officiais militares necessarios pera as dittas companhias, e todos se elegem em camera na forma do regimento das ordenanças, e nenhum delles tem ordenado prol nem percalco

                   foy aualiada a honra de capitão mor em dose mil reis e a de sargento mor em seis mil reis

                   foj aualiada a honra de cada hum dos dittos capitãis em seis mil reis, a de cada Alferes em tres mil reis, e a de cada sargento em mil e quinhentos reis --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

 […]

(Nota: algumas das formatações do texto não puderam ser transpostas para o blog).

 



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Segunda-feira, 26 de Outubro de 2009
Mais dois sítios arqueológicos do concelho em destaque no “Portugal Notável”

 

 

O site “Portugal Notável” publicou recentemente mais dois artigos sobre locais notáveis do concelho de Fornos de Algodres, desta vez dedicados à Anta de Cortiçô e ao Castro de Santiago.

 

 

 

Em Abril p.p. já tinha sido editado um artigo sobre a Fraga da Pena, estando ainda prevista a publicação de um artigo sobre a aldeia de Algodres e seu panorama.

 



publicado por algodrense às 13:22
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Segunda-feira, 20 de Abril de 2009
Terras de Algodres no “Portugal Notável”

 

 

O site “Portugal Notável” publicou recentemente a sua selecção dos locais notáveis do concelho de Fornos de Algodres. Oportunamente, dedicará artigos a cada um desses locais.

 

O artigo referente à “Fraga da Pena” já está disponível aqui. 

 

Daremos conta das futuras publicações em aditamento a esta entrada.

 

  

 

Aditamento (2009-10-26):

 

Novos artigos disponíveis no “Portugal Notável”:

 

- Anta de Cortiçô;

 

- Castro de Santiago. 

 



publicado por algodrense às 13:11
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Segunda-feira, 7 de Julho de 2008
Documentos para a história de Algodres (18)

 

 

Figueiró da Granja no Livro das Doações de Tarouca

 

 

 

Tarouca1.jpg

 

 (Igreja do mosteiro de S. João de Tarouca – Abril de 2004)

 

 

 

 

 

A. de Almeida Fernandes publicou um estudo dedicado às granjas dos cistercienses de Tarouca nos sécs. XII-XIII, no qual se refere detalhadamente a Figueiró da Granja (cf. FERNANDES, 1973-1976, vol. 86, pp. 51 ss.).

 

 

 

Nesse estudo, vêm transcritos diversos documentos incluídos num cartulário do mosteiro de S. João de Tarouca, o Livro das Doações de Tarouca (LDT), até então inéditos, que se revestem da maior importância para a história de Figueiró da Granja, embora continuem a ser pouco conhecidos ou referenciados.  Destaca-se, em especial, o primeiro foral que foi concedido a Figueiró da Granja, outorgado pela abadia de Tarouca e datado de 1243 (no reinado de D. Sancho II).

 

 

 

No sentido de divulgar esse fundo documental junto dos que se interessam pela história local, transcrevem-se, a seguir, os sumários dos documentos referentes a Figueiró da Granja, conforme constam da referida publicação, indicando as páginas em que estão publicados.  O texto integral desses documentos pode ser facilmente consultado na publicação original, que se encontra disponível on-line aqui  (as restantes partes do artigo estão disponíveis aqui (vol. 83), aqui (vol. 84) e aqui (vol. 85)).

 

 

 

1161, Julho, 24:  Egas Gonçalves e sua mulher Aldara Froiaz doam ao abade e frades de S. João de Tarouca a sua “villa” de Figueiró (...). (LDT, fl. 64 v).  -  v. pp. 75-76.

 

 

 

1165, Janeiro:  Gontina Gavins vende aos frades de S. João a sua “herdade” calva em Figueiró (...).(LDT, fl. 64 v).  -  v. p. 76.

 

 

 

1181, Fevereiro:  Soeiro Gonçalves e sua mulher Ouroana Sisnandes vendem ao mosteiro de S. João de Tarouca um moinho com sua levada em Cortiçô (...).  (LDT, fl. 64 v).  -  v. p. 78.

 

 

 

1195, Novembro, Cantanhede:  Os frades de S. João de Tarouca são confirmados na sua “herdade” de Figueiró (...), contra as pretensões dos filhos de Pedro Gonçalves “Loução”, por sentença dada em Cantanhede (...).  (LDT, fl. 65 e v).  -  v. pp. 80-81.

 

 

 

1208:  Os habitantes de Fornos reconhecem a propriedade dos frades de S. João de Tarouca sobre a “herdade” de Barraseiro no couto de Figueiró do mesmo mosteiro (...).  (LDT, fl. 65 v).  -  v. pp. 82-83.

 

 

 

1243, Agosto:  O abade de S. João de Tarouca, com o seu convento, dá carta de foro aos cinquenta povoadores de Figueiró (...), discriminando os foros, regulando as vendas, definindo a eleição e funções do juiz local, dispondo sobre os casos crimes e a conduta do mau vizinho e providenciando em assistência religiosa.  (LDT, fl. 66 e v).  -  v. pp. 95-97.

 

 

 

O autor cita ainda extractos do texto de outro documento (LDT, fl. 78)., referente às Inquirições (ou “chamamento geral”) de 1335, que D. Afonso IV mandou fazer às jurisdições exercidas nos coutos e honras.  Nele consta, a dado passo, que “o juiz que assy é posto no dicto couto (Figueiró) pelos abbades do dicto moesteyro ouve tôdolos fectos cevys como crimynaes, e prende, e manda prender e soltar, e manda açoutar e enforcar”  (cf. p. 57).  Noutro passo, vêm assim descritos os limites do couto:  “o dicto couto partia por o ribeyro que chamam Cortiçoo, e des y como parte por a cruz que esta a par da carreyra que vay do dicto couto para Villa Chãa, e des y como parte por a foz das Bogas, e des y como parte por o Peego Ciscoso, e des y como parte com o termho de Linhares por o rio de Mondego, e des y como se vay pelo dicto rio de Mondego ata que entra em elle o dicto primeyro rio que chamam Cortiçoo”  (cf. pp. 52 e 56).

 

  

 

Bibliografia:  v. entradas de 2005-05-09.

 



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Sexta-feira, 2 de Maio de 2008
Muito obrigado!

Anta-Cortico.JPG

 

 

(Anta de Cortiçô)

 

 

 

No dia em que este blog completa três anos de existência, manifesto o meu público reconhecimento a todos os que têm contribuído para a sua publicação, em especial aos meus amigos Albino Cardoso, “Alcortex”, João Rocha Nunes, Pedro Pina Nóbrega e Pedro Pinto, bem como a todos os que nos têm honrado com as suas visitas, comentários e links.

 


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Sexta-feira, 18 de Abril de 2008
Leituras na rede

 

O blog Dolmenes y Megalitos del Mundo tem vindo a publicar diversas entradas sobre monumentos megalíticos da Beira Alta, entre os quais a Anta de Cortiçô e a Anta da Matança, do concelho de Fornos de Algodres.



publicado por algodrense às 05:09
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