História e Património das "Terras de Algodres"
(concelho de Fornos de Algodres)
ed. Nuno Soares
Contacto: algodrense(at)sapo.pt

Quarta-feira, 15 de Setembro de 2010
Documentos para a história de Algodres (24)

 

Doação de 1377

Algodres

 

 “(…)

Num. 38.

Era 1415.

An. 1377.

 

Doaçaõ feita a D. Isabel, filha delRey D. Fernando, de Viseu, Linhares, Cerolico, e outros Lugares, em dote, e casamento com o Conde D. Afonso, filho delRey de Castella. Está no Archivo Real da Torre do Tombo, no liv. 2. das Doações, e outras merces delRey D. Fernando, pag. 27. vers. donde a copiey.

 

 SAibam quantos este privilegio virem como nos D. Fernando pela graça de Deos Rey de Portugal, e do Algarve, porque segundo direito, e segundo razam todollos homens do mundo, que ham filhos, ou filhas fazem muito por as cazar honradamente, e os herdar, e fazer graças, e doaçoens a elles, e aos que com ellas cazam, e quando esto fazem os outros homens muito mais o devem fazer os Reys pelo estado, e poder, e senhorio, que ham sobre os homens, e porque os seus filhos sejam honrados, e mais ricos, e herdados, e possaõ melhor manter suas honras, e seus estados.

        E porque vos Condeça D. Isabel minha filha sodes sposada per palavras de prezente com D. Afonso Conde de Noronha Senhor de Atera, e de Ribeyra filho do muy nobre D. Anrique Rey de Castella, e de Liom nosso Irmão, por ende nos por vos honrar, e porque sejades herdado em nossos Regnos, e hajades em que manter melhor vossa honra, e vosso estado, damos a vos em dote, e em cazamento com o dito Conde por rezam do dito cazamento por juro de herdade a nossa Cidade de Viseu, e os Lugares de Linhares, e Cerolico, e de Algodres, e esta ditta Cidade, e Lugares sobreditos vos damos com todas suas Aldeas, e termos pobrados, e non pobrados, e montes, e prados, e pastos, e defezas, moynhos, azenhas, e pescarias, agoas correntes, e non correntes, e almoxarifados, e aduanas, e com todallas outras rendas, e direitos, que nos avemos, e nos pertencem de aver em qualquer maneira, em na dita Cidade de Viseu, e Lugares de Cerolico, e Linhares, e Algodres, e em cada hum delles com justiça, e jurdiçam civel, e criminal, e mero,e mixto imperio, segundo mais compridamente a nos avemos, pero reservamos para nos, e para nossos successores as appellações da segunda instancia das sentenças, que forem dadas assy em feitos crimes, como civeis em quaesquer outros de qualquer condiçaõ, que sejam, sendo o dito Conde, e vos dita Condeça, ou qualquer de vos em no Regno de Portugal, porque a primeira appellaçam deve hir ante nos ditos Conde, e Condeça, ou ante qualquer de vos, ou havendo nos ditos Lugares, ou em qualquer delles Corregedor, ou Juiz das appellaçoens por o dito Conde, ou por vos dita Condessa, ou por vossos filhos, o outros descendentes ligitimos, e no sendo no Regno de Portugal o dito Conde, e vos dita Condessa, nó havendo Juiz, ou Corregedor das appellaçoens nos ditos Lugares, ou cada hum delles por o dito Conde e por vos dita Condessa, que entam da primeira instancia que possam appellar perante nos, e perante nossos successores, e qualquer de vos, e nó perante o dito Conde, e Condessa , nem perante outro algum, non lendo o dito Conde, e Condessa em nos nossos Regnos, outro si que os nossos Corregedores, e meyrinhos, que por nos, e por nossos successores forem postos na Comarca da Beyra, possam correger em estes ditos Lugares, segundo corregem, e podem correger em todolos outros da dita Comarca, todo aquello, que entendem, que se deve fazer correiçam, e justiça; outro si vos damos os ditos Lugares com os Alcaçeres, e Castellos, e Fortalezas da dita Cidade, e Lugares, e de cada hum delles, os quaes dita Cidade, e Lugares damos a vos dita Condessa Donna Isabel minha filha por jur de herdade, como dito he, para vos, e vossos filhos, e filhas, legitimos herdeiros, que de vós, e do dito Conde descenderem para fazerdes delles, e em elles todo o que quizerdes, como de vossa cousa propria com este entendimento que o dito Conde, e seos herdeiros façam a nos, e a nossos successores preito, e menagem por as ditas Fortalezas da dita Cidade, e Lugares segundo se contem nos tratos feitos sobre esta rezam antre nos e o dito Rey de Castella nosso Irmaõ, Padre do dito Conde vosso spozo, e sejam nossos vassalos, e dos Reys nossos successores, quanto monta à dita Cidade, e Lugares , pero que a dita Cidade de Vizeu, e Lugares de Cerolico, e Linhares, e Algodres, que nos vos damos em dote, e cazamento, e por rezaõ do dito cazamento, e por jur de herdade como dito he, vos damos com tal condiçam, que falecendo vos dita Condessa ou vossos filhos, e filhas, ou outros quaesquer descendentes de vos sem filhos, ou filhas ligitimos, que a dita Cidade de Vizeu, e Lugares, que vos damos, que se tornem à Coroa da Corte de Portugal, e havendo vos dita Condessa, e Conde filhos, ou filhas, segundo dito he, todos estes Lugares da dita Cidade de Vizeu, de Cerolico, de Linhares, e Algodres que os hajam, e herdem vossos filhos, e filhas sobreditos, e os que delles descenderem por linha direita, e legitima, segundo dito he, e por este nosso Privilegio, ou por o treslado delle assinado por escrivam publico, mandamos aos Concelhos, e Officiaes, e homens bons da dita Cidade de Vizeu, e dos ditos Lugares, de Cerolico, e de Linhares, e Algodres, que agora sam, ou forem daqui em diante que hajam por Senhora vos dita Condessa, e que obedeçam, e complam vosso mandado, e que vos recadem, e façam recodir a vos, ou a quem vos mandardes com todalas rendas, e direitos da dita Cidade, e Lugares, e de cada hum delles bem, e compridamente de guiza que vos nó mingue ende nenhuma couza, e os outros nó façam ende al por nenhuma maneira sob pena da nossa merce, e dos corpos, e de quanto ham, e em testemunho desto vos mandamos dar este nosso privilegio sellado com o nosso sello de chumbo pendente, em que escrevemos nosso nome, dante em Vallada apar de Santarem dous dias de Outubro EIRey o mandou Vasco Annes  a fez era de mil e quatrocentos e quinze annos // EIRey

(…)”

 

In:

SOUSA, D. António Caetano de, (1739),

Provas da historia genealogica da casa real portuguesa …, tomo I, Lisboa, Officina Sylviana, pp. 294 – 295.

 



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Sexta-feira, 6 de Agosto de 2010
Documentos para a história de Algodres (23)

 

Relação de 1640  (cont.)

Fornos de Algodres

 

IANTT, Manuscritos da Livraria, 488, fol. 102-

 

/ [fol. 113v.º]

Fornos de Algodres

                   Esta Villa de Fornos não tem lugar algum de termo, e dista da Villa de Algodres huma legua, e da de Pinhel outo, e tem cento outenta, e tres fogos  --------------------------------------------------------------------------------------------------- 183

                   A iurisdiçao desta Villa he do conde de Linhares senhor della, e a elle pertence a datta dos officios abaixo declarados, apurar, e confirmar as eleiçõis e por elle se chamão os juises, e mais officiais de justiça

                   Ha nesta Villa hum juis ordinario que tambem serue dos orfãos pello nao auer separado dous vere/adores [fol. 114], e hum procurador do concelho os quais seruem cada anno per pilouro tirado da eleiçao dos officiais de justiça que na ditta Villa se fas de tres em tres annos na forma da ordenação, e na mesma eleição se elegem, e nomeão os escriuãis da camera, e almotaceria que ham de seruir nos dittos tres annos

                   Ha os Almotaces ordinarios, e que se elegem em camera cada anno, e seruem na forma da ordenação, e custume da ditta Villa, e nenhum delles tem ordenado

                   foy aualiada a honra de cada juis em dous mil reis e a de cada vereador em mil reis, e a do procurador em quinhentos reis

                   foj aualiada a honra de cada almotace em quinhentos reis

                   Ha hum officio de escriuão da camera, e almotaceria que se proue em camera cada anno, e anda em huma só pessoa não tem ordenado, e rendera tres mil reis

                   Ha tres tabaliãis do publico judicial e nottas que tambem seruem dos orfãos por distribuição não tem ordenado rendera o officio de cada hum quatro mil reis cada anno

                   Ha hum officio de enqueredor, contador, e distribuidor que Andam juntos em huma so pessoa não tem ordenado renderão cada anno mil reis

                   Ha hum officio de escriuão das sisas com mil reis de ordenado pagos da fazenda de sua Magestade e os mais prois e percalços renderão dous mil reis

                   O officio de juis dos orfãos rendera ao juis ordinario que o serue mil e duzentos reis cada anno não tem ordenado

                   Todos os officios de escriuais atras nomeados são da datta do ditto conde senhor desta Villa tirado o officio da camera, e almotaceria que he da apresentação, e eleicão da mesma camera e o de escriuão das sisas que he da datta de sua Magestade

Milicia

                   Ha nesta Villa huma companhia de Jnfanteria / [fol. 114v.º] Com hum capitão, hum alferes, e hum sargento e os mais officiais militares necessarios  pera ella, e nenhum delles tem ordenado, prol nem percalço, e todos se elegem em camera na forma do regimento das ordenanças

                   foy aualiada a honra do capitam em quatro mil reis, a do Alferes em dous mil reis, e a do sargento em mil reis

[…]

(Nota: algumas das formatações do texto não puderam ser transpostas para o blog).

 



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Documentos para a história de Algodres (22)

 

Relação de 1640

Algodres

 

O Dr. Pedro Pinto (do CEH-UNL) localizou na Torre do Tombo um manuscrito, de 1640, que contém dados de manifesta relevância sobre a demografia e a organização administrativa das localidades à época integradas na Comarca de Pinhel e teve a amabilidade de nos enviar a transcrição da parte do texto respeitante às vilas de Algodres e de Fornos de Algodres.

 

Agradecendo mais esta colaboração, publicamos de seguida o início do documento e o texto relativo a Algodres, sendo publicada em próxima entrada a parte respeitante a Fornos de Algodres.

 

 

IANTT, Manuscritos da Livraria, 488, fol. 102-

 

                   Relação das Villas e lugares da Comarca de Pinhel dos vesinhos de cada hum nomes dos povos distancia que ha de huns a outros e à cabeça da comarca, cuia he a jurisdição delles e quantos officios ha em cada hum e quanto rendem, e quantas villas são de donatarios, com os nomes delles, cuja he a jurisdição e datta dos officios delles, e em quanto esta aualiada a honra dos cargos, de juises, vereadores, procuradores do concelho, e almotaçeis, e dos cargos Militares

[…]

 

/ [fol. 112v.º]

Algodres

                   Esta Villa de Algodres dista da de Figueiro menos de legua, e da de Pinhel sette, e tem sincoenta e dous fogos ---------------------- 052

                   Os lugares de seu termo sam os seguintes

[M]aceira – dista da Villa de Algodres huma legua e da de Pinhel seis e tem Nouenta e noue fogos ----------------------------------------------------- 099

[S]oural – dista de Maceira meya legua, e da Villa huma e meya, e da de Pinhel seis e tem outenta e seis fogos ------------------------------------- 086

[Fu]inhas – dista do soural meya legua da Villa duas e da de Pinhel seis e tem sessenta e hum fogos -------------------------------------------------- 061

[Vi]lla cham – dista de Fuinhas meya legua da Villa huma e da de Pinhel sette e tem vinte e sinco fogos ----------------------------------------------- 025

Moxegata – dista de Villa cham meya legua da Villa huma e da de Pinhel seis, e tem nouenta, e hum fogos ------------------------------------------- 091

[Co]rtico – dista de Moxegata meya [legua] da villa huma e da / [fol. 113] De Pinhel seis e meya e tem setenta e dous fogos --------------------- 072

Rancosinho – dista de Cortiço huma legua da Villa meya, e da de Pinhel sette e tem quarenta e outo fogos ------------------------------------------- 048

Casaluasco – dista de Rancosinho hum quarto de legua da Villa mea e da de Pinhel sete, e tem sessenta e hum fogos ---------------------------- 061

Remirão – dista de Casaluasco hum quarto de legua da villa huma, e da de Pinhel sette e tem Vinte e sinco fogos ---------------------------------- 025

                   A iurisdição desta Villa e seu termo he do Conde de Linhares, e lhe pertence a datta dos officios de justiça della, e por elle se chamão os juises, e mais officiais de justiça, e tem ouuidor, que apura, e confirma as eleiçõis por tambem ser senhor da mesma Villa, e seu concelho, como melhor consta de suas doaçõis

                   Ha nesta dous juises dous Vereadores, e hum procurador do concelho, que seruem cada anno por pilouro tirado da eleição dos officiais de justiça que se fas de tres em tres annos na forma da ordenaçao e nenhum tem ordenado

                   Ha os almotaces ordinarios, e que se elegem em camera cada anno, e seruem na forma da ordenação, e custume da ditta villa não tem ordenado

                   foj aualiada a honra de cada juis em dous mil reis, e a de cada vereador em mil reis, e a de cada procurador em quinhentos reis

                   foj aualiada a honra de cada almotace em quinhentos reis

                   Ha hum escriuão da camera sem ordenado cuio officio rendera cada anno quatro mil reis

                   Ha hum officio de escriuão da almotaceria sem ordenado que rendera cada anno tres mil reis

                   Ha tres officios de tabalião do publico judicial e nottas sem ordenado rendera cada hum em cada anno seis mil reis

                   Ha huns officios de enqueredor, contador, e distribuidor sem ordenado, que andão juntos em huma so pessoa renderão cada anno seis mil reis

                   Ha hum officio de juis dos orfãos sem ordenado algum / [fol. 113v.º] Rendera em cada hum anno quinse mil reis

                   Ha hum officio de escriuão dos orfãos sem ordenado rendera cada anno trinta mil reis

                   Ha hum officio de escriuão das sisas com mil reis de ordenado pagos da fazenda de Sua Magestade e os mais prois, e percalços renderão quatro mil reis

                   Todos estes officios atras carregados e nomeados são da datta do ditto conde de Linhares tirado o de escriuão das sisas que he da data de Sua Magestade

Milicia

                   Ha nesta Villa, e seu termo capitão mor, e sargento mor tres companhias de infanteria  com tres capitãis, tres alferes, e tres sargentos, e os mais officiais militares necessarios pera as dittas companhias, e todos se elegem em camera na forma do regimento das ordenanças, e nenhum delles tem ordenado prol nem percalco

                   foy aualiada a honra de capitão mor em dose mil reis e a de sargento mor em seis mil reis

                   foj aualiada a honra de cada hum dos dittos capitãis em seis mil reis, a de cada Alferes em tres mil reis, e a de cada sargento em mil e quinhentos reis --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

 […]

(Nota: algumas das formatações do texto não puderam ser transpostas para o blog).

 



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Segunda-feira, 2 de Agosto de 2010
Documentos para a história de Algodres (21)

 

Misericórdia de Algodres

Alvará de 2 de Agosto de 1591

 

Devemos, uma vez mais, ao Dr. Pedro Pinto (do CEH-UNL), o favor de nos enviar o seguinte resumo de um documento do ANTT:

 

Chancelaria de D. Filipe I, Privilégios, Livro 3, fol. 50:

Alvará concedendo ao provedor e irmãos da Misericórdia de Algodres, a pedido dos oficiais da câmara de Algodres, e após parecer do provedor da comarca de Viseu, que possam usar dos privilégios e liberdades concedidos às Misericórdias das cidades e vilas comarcãs, e que possam ter uma pessoa a pedir esmola para obras de necessidade pelos lugares, com caixetas, enquanto houver por bem.

Lisboa, 2.8.1591.

 

------

 

Nota:

Uma primeira e breve nota sobre este importante documento:

Tudo parece indicar que se trata de um documento relativo à Misericórdia de Algodres, actual freguesia do concelho de Fornos de Algodres.

Na verdade, a aldeia de Algodres do actual concelho de Figueira de Castelo Rodrigo não seria concelho nem teria “oficiais da câmara” e, até ao momento, também não encontrei qualquer referência a que tenha sido criada uma Misericórdia naquela localidade. Aliás, a “memória paroquial” de 1758 de Algodres de Figueira de Castelo Rodrigo, disponível na TT Online com a refª. PT-TT-MPRQ/2/62, não regista a existência de Misericórdia (deixando por responder o quesito 12). Anoto, em todo o caso, que Júlio António Borges menciona a existência de uma capela “de Santa Cruz ou da Misericórdia” – cf. Figueira de Castelo Rodrigo : roteiro turístico do concelho, Figueira de Castelo Rodrigo, Câmara Municipal, 2ª. ed., 1997, p. 54 – que a “memória paroquial” refere apenas como “capela de Santa Cruz”.

Sendo referente à Misericórdia de Algodres (SCMA), do actual concelho de Fornos de Algodres, este alvará, datado de 1591, concedendo privilégios “ao provedor e irmãos da Misericórdia de Algodres”, vem questionar o que julgávamos saber sobre a criação daquela Misericórdia.

Como é sabido, Mons. Pinheiro Marques indica que a SCMA foi fundada apenas em 1621 e canonicamente instituída em 1622 (cf. Terras de Algodres, 1938, p. 294, citando José Osório da Gama e Castro, Diocese e Distrito da Guarda, 1902, p. 129).

 Na “memória paroquial” de 1758 de Algodres, disponível na TT Online com a refª. PT-TT-MPRQ/2/61, afirma-se, diversamente, que a SCMA foi instituída em 1615 (resposta ao quesito 12).                                         

Do presente alvará, parece poder deduzir-se, porém, que a Misericórdia já existiria em 1591, pelo que importará investigar em que momento (do séc. XVI) foi efectivamente criada e as transformações que possa ter sofrido. Talvez o estudo da documentação pertencente à SCMA, incluindo as bulas papais depositadas no Museu da Guarda, possa trazer novos dados sobre esta matéria.

Registo, por último, que a revisão da data de criação da Misericórdia de Algodres poderá, eventualmente, vir a pôr em crise (o que não é ainda o caso do presente documento) alguns dos argumentos cronológicos que têm sido invocados, liminarmente, contra a tese do Prof. José Hermano Saraiva relativa ao “quadro da sacristia” (v. aqui), embora continuem a não ser conhecidos quaisquer elementos que permitam relacionar os 2ºs. Condes de Linhares com a Misericórdia de Algodres ou com a encomenda daquele quadro. A revisão da data de criação da Misericórdia poderá também reforçar a plausibilidade da hipótese - aventada no Inventário do Património Arquitectónico - de o referido quadro ter sido o retábulo-mor inicial da Misericórdia (ainda que noutro templo, não se afigurando provável que o actual possa remontar ao séc. XVI).

 

LargoMisericordia1.JPG

Algodres - largo da Misericórdia (Agosto de 2001)



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Sexta-feira, 4 de Junho de 2010
Documentos para a história de Algodres (20)

 

Chancelaria de D.João III  -  Perdões  (cont.)

 

 

O Dr. Pedro Pinto (do CEH-UNL) fez o favor de nos enviar mais um resumo de um documento do ANTT, com interesse para a história das Terras de Algodres, com o seguinte teor:

 

Chancelaria de D. João III, Perdões, Livro 13, fol. 78v:

 

João Afonso o Branco, lavrador, morador em Moxagata, termo de Algodres, fora acusado por se dizer que dera de propósito três feridas com um pau em Afonso Rodrigues, pedreiro, também aí morador, mas que este logo fora são e sem desformidade nem aleijão, sendo condenado pela Relação a 6 meses de degredo fora do termo da vila, com pregão na audiência, que lhe fora dado. Sendo lavrador, cumprindo 2 meses, requer perdão dos restantes 4, por ter lavoura, acudir à mulher e filhos. Foi perdoado, pagando 400 reais para as despesas da Relação. 6.3.1543.

 



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Domingo, 1 de Março de 2009
Documentos para a história de Algodres (19)

 

 

Chancelaria de D.João III  -  Perdões  (cont.)

 

 

 

 

O Dr. Pedro Pinto (do CEH-UNL) fez o favor de nos enviar mais um resumo de um documento do ANTT, com interesse para a história das Terras de Algodres, mantendo a linguagem da época e actualizando a ortografia:

 

  

 

Chancelaria de D. João III, Perdões, Livro 3, fol. 79:

 

 

 

Vicente Afonso, lavrador, morador em Fornos de Algodres, sendo vereador em 1541, fora-lhe dado em guarda a si e a Lopo Álvares, ferreiro, um João Fernandes, sapateiro, também morador em Fornos, que fora preso por dele querelar uma Beatriz Gonçalves, solteira, moradora em Fornos, dizendo que João Fernandes dormira com ela carnalmente e a corrompera de sua virgindade induzindo-a para isso por palavras brandas; estando o dito preso na casa do concelho e cadeia fugira acolhendo-se na igreja sem malícia ou consentimento; e como Beatriz lhe perdoara e era concertada com João Fernandes, e como Vicente Afonso era muito pobre  com mulher e filhos que se lhe perdiam à fome e desamparo, que ele Vicente Afonso andava amorado; apresentava agora instrumento redigido por Gaspar Gonçalves, tabelião do público e judicial de Fornos de 6.8.1541, provando como Beatriz perdoara a Vicente Afonso o mal e dano; e pedia Vicente Afonso perdão por estar amorado, a que o rei anuiu contanto que pagasse 1000 reais para a arca da piedade.

 

Emitida a 13.9.1541.

 



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Segunda-feira, 7 de Julho de 2008
Documentos para a história de Algodres (18)

 

 

Figueiró da Granja no Livro das Doações de Tarouca

 

 

 

Tarouca1.jpg

 

 (Igreja do mosteiro de S. João de Tarouca – Abril de 2004)

 

 

 

 

 

A. de Almeida Fernandes publicou um estudo dedicado às granjas dos cistercienses de Tarouca nos sécs. XII-XIII, no qual se refere detalhadamente a Figueiró da Granja (cf. FERNANDES, 1973-1976, vol. 86, pp. 51 ss.).

 

 

 

Nesse estudo, vêm transcritos diversos documentos incluídos num cartulário do mosteiro de S. João de Tarouca, o Livro das Doações de Tarouca (LDT), até então inéditos, que se revestem da maior importância para a história de Figueiró da Granja, embora continuem a ser pouco conhecidos ou referenciados.  Destaca-se, em especial, o primeiro foral que foi concedido a Figueiró da Granja, outorgado pela abadia de Tarouca e datado de 1243 (no reinado de D. Sancho II).

 

 

 

No sentido de divulgar esse fundo documental junto dos que se interessam pela história local, transcrevem-se, a seguir, os sumários dos documentos referentes a Figueiró da Granja, conforme constam da referida publicação, indicando as páginas em que estão publicados.  O texto integral desses documentos pode ser facilmente consultado na publicação original, que se encontra disponível on-line aqui  (as restantes partes do artigo estão disponíveis aqui (vol. 83), aqui (vol. 84) e aqui (vol. 85)).

 

 

 

1161, Julho, 24:  Egas Gonçalves e sua mulher Aldara Froiaz doam ao abade e frades de S. João de Tarouca a sua “villa” de Figueiró (...). (LDT, fl. 64 v).  -  v. pp. 75-76.

 

 

 

1165, Janeiro:  Gontina Gavins vende aos frades de S. João a sua “herdade” calva em Figueiró (...).(LDT, fl. 64 v).  -  v. p. 76.

 

 

 

1181, Fevereiro:  Soeiro Gonçalves e sua mulher Ouroana Sisnandes vendem ao mosteiro de S. João de Tarouca um moinho com sua levada em Cortiçô (...).  (LDT, fl. 64 v).  -  v. p. 78.

 

 

 

1195, Novembro, Cantanhede:  Os frades de S. João de Tarouca são confirmados na sua “herdade” de Figueiró (...), contra as pretensões dos filhos de Pedro Gonçalves “Loução”, por sentença dada em Cantanhede (...).  (LDT, fl. 65 e v).  -  v. pp. 80-81.

 

 

 

1208:  Os habitantes de Fornos reconhecem a propriedade dos frades de S. João de Tarouca sobre a “herdade” de Barraseiro no couto de Figueiró do mesmo mosteiro (...).  (LDT, fl. 65 v).  -  v. pp. 82-83.

 

 

 

1243, Agosto:  O abade de S. João de Tarouca, com o seu convento, dá carta de foro aos cinquenta povoadores de Figueiró (...), discriminando os foros, regulando as vendas, definindo a eleição e funções do juiz local, dispondo sobre os casos crimes e a conduta do mau vizinho e providenciando em assistência religiosa.  (LDT, fl. 66 e v).  -  v. pp. 95-97.

 

 

 

O autor cita ainda extractos do texto de outro documento (LDT, fl. 78)., referente às Inquirições (ou “chamamento geral”) de 1335, que D. Afonso IV mandou fazer às jurisdições exercidas nos coutos e honras.  Nele consta, a dado passo, que “o juiz que assy é posto no dicto couto (Figueiró) pelos abbades do dicto moesteyro ouve tôdolos fectos cevys como crimynaes, e prende, e manda prender e soltar, e manda açoutar e enforcar”  (cf. p. 57).  Noutro passo, vêm assim descritos os limites do couto:  “o dicto couto partia por o ribeyro que chamam Cortiçoo, e des y como parte por a cruz que esta a par da carreyra que vay do dicto couto para Villa Chãa, e des y como parte por a foz das Bogas, e des y como parte por o Peego Ciscoso, e des y como parte com o termho de Linhares por o rio de Mondego, e des y como se vay pelo dicto rio de Mondego ata que entra em elle o dicto primeyro rio que chamam Cortiçoo”  (cf. pp. 52 e 56).

 

  

 

Bibliografia:  v. entradas de 2005-05-09.

 



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Domingo, 6 de Julho de 2008
Documentos para a história de Algodres (17)

 

 

Figueiró da Granja  –  Carta de couto  (1170)

 

(publicada in AZEVEDO, 1958, p. 403)

 

 

 

“306

 

1170, Agôsto   –  Carta de couto da villa de Figueiró (da Granja, c. Fornos-de- Algodres), outorgada ao mosteiro de Tarouca.

 

                                 BPV. – Mss. de Fr. J. S. R. Viterbo, “Provas e Apontamentos da Hist. Portugueza”, II, fl. 117 v.  (*)

 

 

 

                  In nomine S[anctae] et Individuae Trinitatis P[atris] et F[ilii] et S[piritus] S[ancti].   Ego domnus Alfonsus Dei gratia rex Portugalensium in honore d[omini] n[ostri] J[esu] C[hristi] et b[eatae] semper Virginis Mariae et S[ancti] Johannis Baptistae atque omnium sanctorum facio cautum in villa quae dicitur Figairola vobis domno Giraldo abbati S[ancti] Johannis de Tarauca et fratribus vestris tam presentibus quam futuris pro remedio animae meae et parentum meorum.   Sunt autem termini istius cauti per portum rivuli qui vocatur Cortizolo, ipso rivulo currente et cadente in Mondego et per illam stratam quae vadit ad Belcaire per portelam de Figairola Sicca et sicuti vadit ad foz de Vogas et inde ad locum quem vocant Maurum usque ad Mondego, ipso Mondego currente.   Si autem aliquis hoc factum meum irrumpere presumpserit sit maledictus et excomunicatus et cum Juda traditore in inferno dampnatus.   Insuper vero prefato loco S[ancti] Johannis persolvat quingentos solidos et domino terrae aliud tantum.   Facta karta istius cauti mense Augusti Era M.ª CC.ª VIII.ª.   Ego domnus Alfonsus rex et filius meus domnus Sanctius rex hoc scriptum concedimus et propriis manibus r++oboramus.

 

                  Petrus notuit.

 

 

 

____________

 

                  (*)  A herdade de Figueiró fora vendida pelo rei, em 1146, a Egas Gonçalves, que por sua vez a doou ao mosteiro de Tarouca em 1161 (vid. doc. 215).  O seu coutamento ao mosteiro, em 1170, afigura-se, por si, como inteiramente verosímil;  todavia, o respectivo documento (Viterbo aponta-o como original, sob a cota-gav. 2, maço I, n.º 10) levanta certas suspeitas.  Assim, o formulário é perfeitamente idêntico ao do doc. anterior, datado do mesmo ano e mês diferente, e ambos procedentes do cartório de Tarouca.  A semelhança revela-se também pela ausência de confirmantes e testemunhas e por terem escriba do mesmo nome.  É verdade que esta circunstância – mesma procedência notarial – pode justificar a identidade do formulário, mas não a falta de subscrições em ambos.

 

                  Há, pois, que considerar a hipótese de fraude, e deduzir qual dos dois documentos seria o genuíno, qual o apócrifo.  Quanto a nós, a documentação existente sôbre ambas as cartas de couto valoriza-as no mesmo grau, mas a expressão ipso rivulo currente et cadente in ..., contida na de Figueiró, depõe em desfavor desta última.”.

 

 

 

  

 

Nota:

 

 

 

                  O documento anterior referido na anotação de Rui Pinto de Azevedo (doc. nº. 305 - in AZEVEDO, 1958, p. 402), é uma carta de couto da villa de Oliveira (concelho de Mesão Frio), concedida ao mosteiro de S. João de Tarouca em 02 de Abril de 1170.

 

                  A hipótese de fraude equacionada por Rui Pinto de Azevedo é afastada por A. de Almeida Fernandes, in FERNANDES, 1973-1976, vol. 86, pp. 51-52, nota 1  (v. aqui).

 

                  Em qualquer caso, a venda de Figueiró a Egas Gonçalves, a posterior doação ao mosteiro de Tarouca e o coutamento a favor do mosteiro estão inequivocamente documentados nas Inquirições de D. Afonso III, de 1258 (cf. PMH-INQ, pp. 790).

 

 

 

 

 

Bibliografia:  v. entradas de 2005-05-09.

 



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Sexta-feira, 9 de Maio de 2008
Documentos para a história de Algodres (16)

 

 

Figueiró da Granja – Carta de venda a Egas Gonçalves (1146)

 

(publicada in AZEVEDO, 1958, pp. 264-265)

 

 

 

“215

 

[1146], Junho, 29 –  Carta de venda a Egas Gonçalves da herdade de Figueiró (da Granja, c. Fornos-de- Algodres).

 

                                  BNL. – Mss., caixa 96, doc. 4, cop. sec. XVII (*)

 

 

 

                  In Dei gratia.  Ego Alfonsus Portugalensium rex Henrici comitis et reginae Taresiae filius necnon et magni regis Alfonsi nepos et regina do[mna] Maahlt uidelicet uxor mea facimus carta venditionis et firmitudinis tibi et Egee Godinsalium de hereditate nostra propria quam habemus in villa Figueroa.  Damus eam tibi atque concedimus cum suis locis et terminis per ubi potueris eam inuenire, quomodo extremat per Algodres et quomodo extremat per Fornos et quomodo extremat per Liares et quomodo extremat per Cilorico et quomodo extremat per Belcaire scilicet pro pretio quod a te accepimus, mulam quandam et equm quendam, tantum nobis bene complacuit.  Itaque habeas tu eam firmiter et omnis posteritas tua usque im perpetuum.  Contra quod factum nostrum quicunque ad irrumpendum uenerit tam de propinquis quam de extraneis sit maleditus et excomunicatus et quantum petieri[t] tantum pariat in duplo et insuper regale jus.  Noto die III Kalendas Julij Era de M.º C.º XXX.º IIII.  Ego Alfonsus Portugal[ens]ium rex et regina do[mna] Maahlt propriis manibus nostris roboramus.

 

                  Pro testibus: Petrus ts., Gundisalus ts., Pelagius ts.

 

                  Ferdinando Pedrim dapifer conf., Menendus Braga[n]cia alferaz conf., Joanes Faria qui tenebat terram conf.

 

                  Magister Albertus cancelarius qui hanc notui.

 

                  (Sinal)  REX  PORTVGALIS  conf. (ª)

 

 

 

____________

 

  

 

                  (*)  Segundo informa Viterbo no seu ms. “Provas e Apontamentos da Hist. Port.” fl. 117 v., o orig. guardava-se no cartório do most. de Tarouca (hoje perdido), sob a cota gav. 2, m. 1, n.º 11, e estava datado da Era de 1184 e não de 1134, como erradamente se escreveu no presente traslado.  Esclarece ainda êste autor, loc. cit., e in Elucid., I, s. v. decimas, que Egas Gonçalves doou a villa de Figueiró ao most. de Tarouca no ano de 1161. Cf. A. Reuter, Chancel. I, n.º 138.

 

                  A data de 1146 concorda inteiramente com os restantes dados cronológicos do diploma.

 

                  (ª)  Na cop., tanto a subscrição do chanceler como o sinal e legenda do rei estão inscritos em figuras serrilhadas, como era então uso da chancelaria.”.

 

  

 

  

 

Bibliografia:  v. entradas de 2005-05-09.

 



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Quarta-feira, 5 de Dezembro de 2007
Documentos para a história de Algodres (15)

 

 

A invasão francesa de 1810 em Algodres

 

 

Num momento em que começa a ser assinalado o segundo centenário das invasões francesas, é oportuno recordar um testemunho escrito que dá conta do que se passou em Algodres, em Setembro de 1810, por ocasião da 3ª. invasão, comandada por Massena.

 

 

 

O relato, lavrado pelo Vigário de Algodres de então, foi encontrado no arquivo paroquial por Mons. Pinheiro Marques, que o transcreveu e publicou (cf. MARQUES, 1938, pp. 198-199).

 

 

 

Admitindo que alguns interessados possam não ter acesso a essa publicação, reproduz-se a transcrição do documento em causa:

 

 

 

         “LEMBRANÇA DOS DIAS DA INVASÃO DOS INIMIGOS FRANCESES PARA FICAR ad rem perpetuam EM QUE SE DÁ CONTA DAS MALDADES INIQUIDADES, OS ORROROSOS CRIMES COM AS VIOLENTAS MORTES E ROUBOS QUE NESTA FREGUESIA D’ALGODRES FIZERAM.

 

         Os Inimigos Francezes invadirão n’ esta minha Freg.ª e Vila d’ Algodres, no dia 16 de 7.bro de 1810, pelas 5 horas da tarde, em cujo dia não fizerão roubo algum e eram então 5 para 6 os tais inimigos e então pouco fizerão hostilidades, e no dia seguinte, 17 do dito mês, tornarão a esta minha Freg.ª e a todos os povos dela, em que fizerão muitos e a voltados roubos e tambem derão causa a que se incendiassem, queimando-se humas das milhores casas d’ esta Vila, das quais he senhor e possuidor d’ ellas João Osorio de Castro, meu freguez, nas quais alem dos Inimigos roubarem n’ ellas antes do incendio quanto quizerão afinal porque não só o dito João Osorio como tambem sua mulher D. Tereza, como tambem sua filha D. Clara, sussedendo cairem todos trez nas garras d’ elles, ficando todos trez maltratados e sobre tudo o dito João Osorio que esse ficou estendido no chão já sem nada mais mover-se, ficando semi-morto...

 

         E o mesmo fizerão a todos os meus freguezes...

 

         No dia da invasão mataram violentamente Antonio da Fonseca Grego, Antonio Fonseca Faia, Maria Luiza da Guerra, Maria Pinheiro, José Alves e Manuel d’ Almeida.

 

         Violentaram muitas mulheres, morrendo algumas por efeito dos maus tratos recebidos.

 

         Arrombaram e profanaram a Igreja paroquial, a Misericordia, roubaram todas as pratas que encontraram, e varias alfaias, causando ainda outros prejuizos materiais, arrombando até a porta do sacrario.

 

         De 2 palios, rasgaram um e roubaram o outro.

 

         Derão sete saques por espaço de quatro dias, sempre de manhan, de tarde sempre em grande numero, sem sessar, athé cobrindo todos estes bosques todos os montes e vales, como tambem toda a Barroca. (Assinados) J.e M. Camelo Fortes. Joaquim José de Sousa e Manuel de Lemos Napoles. O vigario, Thomaz Guadagnini.”

 

 

 

(in Pinheiro Marques, Terras de Algodres (concelho de Fornos), 1938, pp. 198 – 199).

 



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