História e Património das "Terras de Algodres"
(concelho de Fornos de Algodres)
ed. Nuno Soares
Contacto: algodrense(at)sapo.pt

Terça-feira, 29 de Maio de 2012
Descanse em paz, Amélia Pais

Faleceu no passado sábado em Leiria a nossa amiga Amélia Pinto Pais.

 

A sua paixão pela literatura está bem presente neste sítio e nos seus livros.

 

À família enlutada, os meus sentidos pêsames.

 

 

Adenda (2012-05-30):

 

O serviço de Comunicação da Câmara Municipal de Tomar teve a amabilidade de nos informar que Amélia Pinto Pais irá ser homenageada na Feira do Livro de Tomar, na quinta-feira, dia 7 de Junho, pelas 17 horas. A sessão inclui um recital de poesia pelo grupo O Contador de Histórias, de que era amiga e espectadora assídua. Mais informações estão disponíveis aqui.

 

 

Adenda (2012-11-25):

 

No passado dia 20 de Outubro, realizaram-se em Leiria significativas cerimónias de homenagem a Amélia Pinto Pais, aqui noticiadas.

 



publicado por algodrense às 13:23
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Sexta-feira, 11 de Dezembro de 2009
Ilustres (quase) esquecidos (1): Artur Rodrigues de Almeida Ribeiro

 

 

A minha amiga Fátima Reis deu-me recentemente a conhecer mais um ilustre fornense, hoje quase esquecido, o Dr. Artur Rodrigues de Almeida Ribeiro (1865-1943).

 

Artur_R_Almeida_Ribeiro.jpg

 

(foto tirada daqui)

 

Natural de Cadoiço (freguesia de Juncais), o Dr. Almeida Ribeiro distinguiu-se na carreira da magistratura, chegando a juiz conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça. Foi também nomeado para diversos cargos públicos de relevo e dedicou-se a intensa actividade política durante a 1ª. República, tendo sido deputado e membro de vários Governos, onde exerceu, designadamente, as funções de Ministro das Colónias, Ministro do Interior e Ministro das Finanças (interino) – v. aqui.

 



publicado por algodrense às 13:40
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Sábado, 7 de Novembro de 2009
Notícias de outros tempos (4)

  

 

OAntonioMaria_18820817_p266.JPG

 

(in O Antonio Maria, 17 de Agosto de 1882, p. 266)

 

 

 



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Segunda-feira, 1 de Junho de 2009
Amélia Pinto Pais editada no Brasil

 

 

Vai ser publicada este mês a edição brasileira do livro Fernando Pessoa, o menino da sua mãe, da autoria da algodrense Amélia Pinto Pais. 

 

Pessoa-menino-ed brasileira.JPG

 

Está também em preparação a publicação no Brasil do livro Padre António Vieira, o imperador da língua portuguesa e, eventualmente, de outras obras da autora.

 



publicado por algodrense às 06:35
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Quarta-feira, 1 de Outubro de 2008
Convite

 

 

Convite_LivroPeAVieira.jpg

 

 

 

para o lançamento do novo livro da algodrense Amélia Pinto Pais.

 



publicado por algodrense às 06:10
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Sexta-feira, 1 de Agosto de 2008
Brevemente, numa livraria perto de si…

 

 

capa_livro_Padre_Antonio_Vieira.jpg

 

 

 

o novo livro da algodrense Amélia Pinto Pais.

 



publicado por algodrense às 07:02
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Sexta-feira, 18 de Janeiro de 2008
Um titular esquecido: o visconde das Torres

Visconde-das-Torres.jpg

 

(Visconde das Torres[i])

 

 

 

Quando se refere a nobreza titular oriunda das terras de Algodres, raramente é mencionado o título de visconde das Torres.

 

 

 

O primeiro e único visconde deste título, António Camelo Fortes de Pina, descendia de uma das principais famílias de fidalgos residentes em Algodres, a família Camelo Fortes (ou Camelo Forte), que tinha solar na rua do Outeiro[ii].  O título foi criado por Decreto de 26 de Dezembro de 1850 e teve curta duração, em virtude de o agraciado ter falecido no ano imediato[iii][iv].

 

 

 

António Camelo Fortes de Pina, nasceu em 14 de Março de 1770 e morreu em 26 de Novembro de 1851.  Era filho de António Camelo Fortes, que foi capitão-mor de Algodres, Fornos, Figueiró da Granja e Matança[v] e de sua mulher D. Josefa Maria de Pina Osório, natural de Torres, povoação e freguesia do concelho de Trancoso.  Casou a primeira vez com D. Emília de Abreu Castelo Branco, filha de João de Abreu Castelo Branco Cardoso e Melo e de sua mulher D. Antónia Clara de Melo Magalhães e Mota (sendo, portanto, irmã de João Maria de Abreu Castelo Branco Cardoso e Melo, que veio a ser o 1º visconde e 1º conde de Fornos de Algodres).  Casou em segundas núpcias, em 1824, com D. Maria Augusta Saraiva da Costa Refóios (n. a 4 de Julho de 1801), filha de Mendo Saraiva da Costa Refóios e de sua mulher D. Luísa Alexandrina de Melo Mascarenhas.  Não teve descendentes de qualquer destes matrimónios[vi].

 

 

 

 

 

Os demais dados que em regra são apresentados sobre a sua vida e obra, resumem-se, praticamente, aos constantes da legenda do retrato acima reproduzido[vii]. 

 

 

 

O visconde das Torres era do Conselho da rainha D. Maria II, Fidalgo Cavaleiro da Casa Real[viii], foi cavaleiro professo da Ordem de Cristo[ix] e posteriormente Comendador da mesma Ordem[x].  Jurisconsulto dos mais ilustres, foi doutor e lente catedrático da Faculdade de Leis da Universidade de Coimbra[xi], Desembargador da Casa da Suplicação e Juíz Conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça[xii].  Foi também Deputado às Cortes de 1821, 1826 e 1834.

 

 

 

Nas lutas entre liberais e absolutistas, sabe-se que foi defensor da causa liberal, o que lhe valeu alguns dissabores durante o governo de D. Miguel[xiii].

 

 

 

Segundo uma tradição que em Algodres alguns ainda recordam, o visconde era conhecido como “cabeça de ferro”, porque, dizia-se, seria capaz de reconstituir, de memória, toda a legislação então em vigor...

 

 

 

A designação do título com que foi agraciado é referente à freguesia de Torres, do concelho de Trancoso, na qual, por herança familiar, tinha bens e uma residência[xiv].

 

 

 

 

 

Bibliografia e abreviaturas:  v. entradas de 2005-05-09.

 

 

 



Notas:

 

[i] Seg. uma litografia de 1850.  Esta litografia tem a seguinte legenda: “ANTONIO CAMELLO FORTES DE PINA  -  Do Conselho de S. M. F., Fidalgo Cavalleiro da Sua R. C., Commendador da Ordem de Christo, Conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça, Lente Cathedratico Jubilado na Faculdade de Leis da Universidade de Coimbra, Dezembargador dos Aggravos da extincta Caza da Supplicaçao, Deputado ás Cortes de 1821, 1826 e 1834.”.  O retrato litografado referido em MARQUES, 1938, pp. 227-228, será, ao que tudo indica, um exemplar desta litografia.

 

 

 

 

 

[ii] Cf. MARQUES, 1938, pp. 226-228, que designa esta família como Camelo Forte. Porém, pelo menos no séc. XIX, os seus membros usavam em geral o apelido “Fortes”.

 

[iii] Cf. GEPB., vol. 32, p. 255.

 

[iv] Há também, no IAN/TT, uma Carta régia de 08/04/1850 (Registo Geral de Mercês, D. Maria II, liv. 36, fl. 83v-84v) que, a julgar pelo sumário, será referente à concessão deste título  -  cf. em TT OnLine a ref. PT-TT-RGM/09/203797.

 

 

 

[v] Capitania-mor que tinha sede em Algodres – cf. MARQUES, 1938, p. 86.

 

[vi] Dados biográficos compilados a partir de MARQUES, 1938, p. 227-228 e 218-219 e da GEPB, vol. 32, p. 255.

 

[vii] Cf. a nota um, supra e a bibliografia referida na nota antecedente.

 

[viii] Alvará de 12/01/1824: IAN/TT, Registo Geral de Mercês, D. João VI, liv. 18, fl. 88v  -  cf. em TT OnLine a ref. PT-TT-RGM/07/146210 (repetido na ref. PT-TT-RGM/07/164423). 

 

[ix] Carta de 10/05/1826: IAN/TT, Registo Geral de Mercês, D. João VI, liv. 21, fl. 224  -  cf. em TT OnLine a ref. PT-TT-RGM/07/164424.

 

 

 

[x] Portaria de 10/12/1834: IAN/TT, Registo Geral de Mercês, D. Maria II, liv. 1, fl. 183  -  cf. em TT OnLine a ref. PT-TT-RGM/09/203795.

 

 

 

[xi] Jubilado por Portaria de 19/01/1836: IAN/TT, Registo Geral de Mercês, D. Maria II, liv. 4, fl. 242  -  cf. em TT OnLine a ref. PT-TT-RGM/09/203796.

 

 

 

[xii] Carta de 05/11/1834: IAN/TT, Registo Geral de Mercês, D. Maria II, liv. 1, fl. 140-140v  -  cf. em TT OnLine a ref. PT-TT-RGM/09/203794.

 

 

 

[xiii] O Prof. José Adelino Maltez informa que em 1828, nos primeiros tempos do governo de D. Miguel, foram expulsos oito lentes da Universidade de Coimbra, entre os quais António Camelo Fortes de Pina, por serem tidos como maçons (v. aqui).  Mons. Pinheiro Marques relata que António Camelo Fortes de Pina seguiu a causa liberal e que, em 1828, aquando “...do movimento revolucionário de Coimbra contra o govêrno de D. Miguel, fez parte da Comissão de censura dos escritos que houvessem de se imprimir nessa cidade...” (MARQUES, 1938, p. 227).

 

 

 

 

 

 

 

[xiv] Numa visita a Torres, realizada no início deste século, nenhum dos residentes casualmente contactados recordava a existência do visconde das Torres, ou sabia indicar qual teria sido a sua casa, embora me tenham alvitrado que poderá ter sido num grande solar que existe ao fundo da povoação.

 



publicado por algodrense às 20:25
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Segunda-feira, 8 de Outubro de 2007
Apresentação do novo livro de Amélia Pinto Pais

FPessoa-convite.jpg

 

 

No próximo dia 17 de Outubro, pelas 18:30h., vai realizar-se na Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, a sessão de apresentação do livro Fernando Pessoa, o menino da sua mãe, da autoria da algodrense Amélia Pinto Pais.

 

 

 

A obra é dedicada ao público infanto-juvenil e será apresentada pelo Prof. Dr. José Augusto Cardoso Bernardes.

 



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Sexta-feira, 3 de Agosto de 2007
Os livros da algodrense Amélia Pinto Pais

 

Algodres não é apenas um sítio histórico e monumental. É uma comunidade com um profundo sentimento identitário, que marca todos os que se orgulham de ser seus filhos.

 

   

 

Falar de Algodres é também falar da obra dos que assumem a sua condição de algodrenses, por maior que seja a ausência ou a distância que os separa da terra natal.

 

   

 

É o caso de Amélia Pinto Pais.  Nascida em Algodres, em 1943, é professora (aposentada) e vive em Leiria.  Tem dedicado a vida ao estudo e ao ensino da literatura portuguesa.  Nos últimos 25 anos, publicou diversos livros, em geral de natureza didáctica e ensaística.  Tem poemas seus publicados no n. 10 (Outono de 2006) da revista DiVersos e em páginas na net.  Tem colaborado em blogs colectivos e é autora do blog “Ao longe os barcos de flores”.

 

 

 

EuCantareideAmor.jpg   leslusiadesenprose.jpg  

 

ABarcadoInferno2aEd.jpg       ParaCompreenderosLusiadas.jpg

 

(Capas de alguns dos livros de Amélia Pinto Pais)

 

 

Na Areal Editores, publicou uma História da Literatura em Portugal (em três volumes: Época Medieval e Clássica, Época Romântica, Época Moderna) e os títulos Para compreender os Lusíadas, Para compreender Fernando Pessoa,  Eu cantarei de Amor – poesia lírica de Luís de Camões, Auto da barca do Inferno de Gil Vicente, uma edição escolar anotada de Os Lusíadas, Os Lusíadas em prosa, traduzido em francês com o título Les Lusiades en prose, Saber português e Ensinar os Lusíadas.  Publicou ainda os manuais (já fora do mercado, por alterações programáticas): Ler por gosto (10º., 11º. e 12º. anos) e, em colaboração, Ser em português (10º., 11º. e 12º. anos).

 

   

 

Em meados de Setembro p.f., começará a ser distribuído o seu novo livro: Fernando Pessoa, o menino da sua mãe, editado pela Âmbar e dedicado ao público infanto-juvenil (à semelhança do já referido Os Lusíadas em prosa).

 

OMeninodesuaMae.jpg

 

 

(Capa do novo livro de Amélia Pinto Pais )

 



publicado por algodrense às 19:00
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Sábado, 3 de Fevereiro de 2007
Comendador e conjurado

Luís de Mello, um dos conjurados da Restauração de 1640, foi Comendador de Santa Maria de Algodres na Ordem de Cristo.  Foi também Porteiro-Mor da Casa Real, Alcaide-Mor de Serpa, Comendador de Serpa na Ordem de Aviz, Capitão da Guarda Real e Presidente da Câmara de Lisboa (v. aqui).

A comenda de Santa Maria de Algodres foi criada por D. Manuel I em 1517 (v. aqui).



publicado por algodrense às 10:24
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